Fevereiro Laranja: mês de conscientização e combate à leucemia

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que 10.810 pessoas foram diagnosticadas com leucemia no Brasil em 2020. E, para tratar sobre o tema, o mês de fevereiro foi escolhido para conscientizar a população, alertar sobre os sintomas e, principalmente, desmistificar e incentivar as pessoas a se tornarem doadoras de medula óssea, como forma de salvar vidas. Se você quer saber o que é a leucemia, quais os seus sintomas, quais seus fatores de risco e a importância de se tornar um doador, continue a leitura.

O que é leucemia?

A leucemia é uma doença maligna que surge de maneira desconhecida nas células sanguíneas, acometendo não apenas um órgão, mas todo o organismo. A principal característica da leucemia é o acúmulo de células doentes na medula óssea, devido a produção excessiva e desordenada de leucócitos. Por sua vez, a medula óssea ocupa a cavidade dos ossos e é o local onde se fabricam as células sanguíneas. Nela, encontram-se as células que dão origem aos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e às plaquetas.


Tipos de leucemia


Atualmente, existem mais de 12 tipos de leucemia, sendo quatro tipos primários da doença. Conheça a diferença entre eles.


Leucemia mieloide aguda (LMA)

  • Acomete adultos e crianças;

  • Atinge células mieloides e se desenvolve de forma rápida.

Leucemia mieloide crônica (LMC)

  • Mais comum em adultos;

  • Atinge células mieloides e se desenvolve devagar.


Leucemia linfoide aguda (LLA)

  • Afeta mais crianças menores, mas pode ocorrer em adultos;

  • Atinge células linfoides e se desenvolve de modo muito rápido.


Leucemia linfoide crônica (LLC)

  • Afeta pessoas acima de 55 anos;

  • Atinge células linfoides e se desenvolve devagar.


Sintomas da leucemia


O acúmulo de células defeituosas prejudica ou impede a produção de células sanguíneas saudáveis, podendo causar a redução de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e das plaquetas.


A redução de glóbulos vermelhos ocasiona anemia, fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça e outros. Já a diminuição de glóbulos brancos acomete a imunidade, deixando o nosso organismo mais sujeito a infecções. Quando as plaquetas são atingidas, é comum causar sangramento nasal e gengival, manchas e pontos roxos na pele.


E, de modo geral, a pessoa doente pode apresentar gânglios linfáticos inchados sem dor na região do pescoço e axilas, febre ou suores noturnos, perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal, dores nos ossos e articulações.


Fatores de risco da leucemia


As causas da leucemia ainda não são definidas, mas suspeita-se da associação entre determinados fatores, como:

  • Tabagismo

  • Exposição à radiação ionizante

  • Exposição ao benzeno

  • Realização de quimioterapia

  • Exposição a agrotóxicos, solventes, diesel, poeiras

  • Síndrome de Down e outras doenças hereditárias

  • Histórico familiar

  • Doenças sanguíneas

Como tratar a leucemia?


O tratamento é feito de acordo com o tipo de leucemia e consiste em destruir as células doentes para que a medula óssea funcione normalmente. Na maioria das vezes, o tratamento é intenso e prolongado, sendo preciso várias sessões de quimioterapia. Em algumas situações, é recomendado a transfusão de sangue, realização de radioterapia e de transplante de medula óssea.


A importância do transplante de medula óssea


O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixa etárias. Somente cerca de 25% das famílias brasileiras possuem doador ideal (irmão compatível), sobrando 75% de pacientes que necessitam de um doador alternativo, a partir de registro de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis.


Como se tornar um doador


Para se tornar um doador de medula óssea, basta procurar o hemocentro mais próximo de você, assinar um termo de consentimento livre e preencher uma ficha com informações pessoais. Os dados serão encaminhados para o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).


No hemocentro, será coletado 10ml de sangue do candidato para ser analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar as características genéticas do doador, que serão cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplante.


Além disso, é preciso preencher outros requisitos, como:

  • Ter entre 18 e 55 anos;

  • Ser saudável;

  • Não apresentar câncer, doença no sangue, no sistema imunológico ou doença infecciosa.

Como se pode observar, a campanha Fevereiro Laranja é de extrema importância para informar cada vez mais pessoas sobre a leucemia e, principalmente, como identificá-la precocemente, a fim de procurar um tratamento correto. Além de mostrar o papel fundamental do doador de medula óssea, pois quanto mais voluntários, maiores as chances de salvar a vida daqueles que mais precisam por meio do transplante.


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